quarta-feira, 6 de julho de 2016

O temido adeus





 Sempre imaginei como seria o nosso adeus, mas de uma certa forma quem provocou isso foi eu mesma, ao longo dos anos. Naquele dia eu usava uma blusa rosa com bolinhas, meus cabelos voavam em meu rosto e você de alguma forma, não os colocava novamente no lugar. Estávamos discutindo por algo na parada de ônibus, olhei para você e falei chega. Nessa hora o ônibus veio e entrei sem olhar para atrás, o nosso pequeno infinito. Nos dias seguintes sua presença na porta da escola me matava por dentro e, como sempre eu sorria. Foi num final de semana qualquer que eu finalmente te chamei por rede social, seria mais fácil, não é mesmo? Afinal, eu não levei a sério aquela discussão. Mas deveria.
  Você repetia com as palavras que tinha acabado e que seria melhor, minha mente transformava em desculpas para falar que me amava ainda, que podíamos tentar pela décima vez quem sabe. Acabou.
 Ás vezes, nós imaginávamos como seria o nosso fim, mas nunca pensei que esse fim deixaria esse eco em mim, mesmo eu sabendo todos os dias que ele estava próximo, eu sabia. Eu sabia que você não iria mais me buscar, me mandar cartas ou me ligar. Eu sabia que de alguma forma, não te teria mais. Me apaixonei por uns, recebi elogios, mas eu ainda era sua, infelizmente. Uma coisa eu tenho certeza, foi um dos melhores anos de minha vida, e de alguma forma, espero que tenha sido para você também.
 Você me deu textos maravilhosos e que minhas leitoras amaram. Dizem que a tristeza é o melhor amigo de quem escreve e é verdade, por isso estou aqui.

Pra eu mesma

Oi 2014, sou eu. Sim, meu cabelo esta curto, sei que você sempre quis cortar. Queria que a Ana de 2014 soubesse de algumas coisas, por...